DIREITOS HUMANOS

Consulta do Planapir aceita cinco tipos de contribuição antes do fim do prazo

Cidadãos podem sugerir mudanças de redação, inclusão de temas, reorganização de trechos ou novos objetivos para o plano nacional de igualdade racial; prazo termina nesta sexta-feira (16).
Consulta do Planapir aceita cinco tipos de contribuição antes do fim do prazo
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

Termina nesta sexta-feira (16) o prazo para participação na consulta pública que reúne propostas para a elaboração do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (2º Planapir). As contribuições podem ser enviadas pela Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.

A consulta é aberta a representantes de organizações ligadas à igualdade racial, movimentos de mulheres negras, comunidades quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e à sociedade em geral. A iniciativa ocorre após a 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, realizada em setembro de 2025.

O que pode ser proposto

Os participantes devem apresentar sugestões diretamente nos objetivos estratégicos do plano. São cinco formas de contribuição previstas: aprimorar a redação; incluir temas, públicos, territórios, direitos ou resultados; alterar o conteúdo; sugerir reorganizações ou exclusões; e propor um novo objetivo estratégico.

A orientação é que, sempre que possível, o cidadão descreva a proposta e explique de que maneira ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial. As sugestões serão organizadas e analisadas após o encerramento da consulta.

Temas distribuídos em 16 eixos

O 2º Planapir está estruturado em 16 eixos temáticos. Entre os assuntos previstos estão trabalho e inclusão produtiva; educação; saúde integral e enfrentamento ao racismo no Sistema Único de Saúde (SUS); desenvolvimento social, assistência social e segurança alimentar; cultura, memória e reparação simbólica; justiça, segurança pública e defesa de direitos.

Também há eixos específicos para comunidades quilombolas; povos de terreiro e de matriz africana; povos ciganos; mulheres negras; crianças, adolescentes e juventude negra; população LGBTQIAPN+ negra; justiça climática e enfrentamento ao racismo ambiental; comunicação antirracista e justiça digital.

Completam a estrutura os temas de política internacional e de fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e dos conselhos de promoção da igualdade racial.

Etapa de análise

De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social deve reunir experiências e necessidades para orientar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades e na promoção da justiça racial e econômica.

Depois da coleta, as propostas serão avaliadas durante o processo de consolidação do plano. Essa análise poderá subsidiar ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final.

Segundo o MIR, o 2º Planapir pretende estabelecer compromissos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.

Dúvidas sobre a consulta podem ser encaminhadas para o e-mail consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos