Seca entre maio e setembro eleva atenção para febre maculosa e prevenção contra carrapatos

Com a seca entre maio e setembro, autoridades da SES-DF orientam medidas simples para reduzir o risco de contato com carrapatos.

A bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF, Camila Cibeli, alerta que, durante o período entre maio e setembro, a baixa umidade favorece a eclosão de ovos e o surgimento de larvas e ninfas, fases iniciais do ciclo dos carrapatos. Segundo a especialista, isso aumenta a necessidade de atenção em trilhas, parques e margens de lagos, locais onde animais de grande porte circulam e que atraem os aracnídeos.

“Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo. Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria”, diz Camila Cibeli.

Prevenção

Os carrapatos de importância médica estão associados principalmente à presença de capivaras e cavalos. Eles são encontrados com mais frequência em trilhas, margens de lagos, parques e áreas com vegetação alta. Não existe vacina contra a febre maculosa; por isso, a principal forma de prevenção é evitar locais com vegetação alta.

Quando não for possível evitar esses locais, recomenda-se usar roupas claras e que cubram a maior parte do corpo, como calças compridas e blusas de manga longa. A orientação é verificar o corpo a cada uma ou duas horas para identificar e remover o carrapato antes que ocorra a transmissão.

Em caso de encontro de um carrapato preso ao corpo, a recomendação é removê-lo com uma pinça, puxando de forma firme e contínua. Não aperte nem esmague o aracnídeo. Após a remoção, lave o local da picada com água e sabão ou álcool. Os cuidados com os animais de estimação também devem ser mantidos, pois eles podem ser hospedeiros de carrapatos.

Febre maculosa

Entre 2016 e 2025, o Distrito Federal notificou 391 casos suspeitos de febre maculosa, todos descartados. Desde o início da série histórica, em 2007, não há registro na capital de casos confirmados da forma brasileira da doença. Ainda assim, a SES-DF mantém vigilância contínua para identificar ocorrências suspeitas e investigar a possível circulação de patógenos.

Transmissão

A bactéria que causa a febre maculosa é transmitida a humanos por meio da saliva do carrapato liberada na corrente sanguínea. Para que a transmissão ocorra, o aracnídeo precisa permanecer preso à pele por quatro a seis horas. Os sintomas costumam surgir entre o segundo e o décimo quarto dia após a infecção. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dor muscular constante. Também pode haver inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés e paralisia dos membros, que em casos graves pode evoluir e comprometer a respiração.

Tratamento

Ao apresentar os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar uma UBS. Diante da suspeita clínica, o tratamento com antibiótico pode ser iniciado antes da confirmação laboratorial, pois a chance de cura é maior quando a doença é tratada precocemente. A confirmação é feita por exame de sorologia em dois momentos: o primeiro na suspeita clínica e o segundo após 15 dias. A comparação dos resultados permite confirmar a infecção. Os casos suspeitos devem ser notificados às autoridades de saúde em até 24 horas.

Com informações da SES-DF

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Publicado em: 03/07/2026 às 20:27
Categoria(s): Distrito Federal